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Logo Animado da Casa da Goiabeira

A história da Casa

Todo filme começa como ideia, que nasce de um lugar particular e íntimo - e que cada roteirista carrega sozinho. Escrever é uma tarefa solitária, realizada por meses, às vezes anos, gastos em frente a um computador. E no fim, muitas vezes se chega em um projeto que não se encaixa nos moldes do que o mercado procura.

 

Foi sobre essa dor que eu e Amanda Moraes conversávamos, entre reuniões de rodadas de negócios e festas de networking no FRAPA 2023. Queixa que ecoava entre muitos colegas de profissão, confusos entre seguir tendências de mercado ou escrever projetos em que acreditam, cada um isolado em seu próprio ponto de vista.

Foto da Reunião de Sala de Roteiristas

Foi então que surgiu a ideia de criar um espaço para facilitar a troca entre roteiristas, e também para criar laços. Um lugar para nutrir ideias até que elas se tornem projetos, em um ambiente de troca aberta entre nossos pares, com discussões honestas sobre as histórias, e processos para que cada obra se torne o melhor que ela possa ser. Pensando nisso, convidamos colegas e amigos atuantes no mercado para formar um grupo: sete pessoas com perspectivas e backgrounds diferentes, desenvolvendo projetos com gêneros e temas diversos.

 

Assim nasceu a Casa da Goiabeira, batizada em homenagem à centenária casa de rua onde nos encontramos - e à goiabeira que vive em frente a ela.

 

Ali, em nossos encontros semanais, criamos juntos um processo: todos os participantes trazem um projeto que é lido por todo o grupo, garantindo que todos estejam disponíveis durante os debates. As salas são horizontais, sem um coordenador. Em cada reunião, dois projetos são discutidos. Cada autor estabelece seus próprios objetivos e desafios enquanto o grupo trabalha em seu projeto. 

 

Criamos um ambiente de colaboração onde as ideias e histórias não são atacadas, mas nutridas através do debate e revisão do grupo. Nesses encontros, foi incrível ver como os projetos ganharam nova vida dentro da Casa da Goiabeira, e, ao longo do processo, percebemos como aquela dor que havíamos identificado em 2023 era comum na nossa indústria audiovisual brasileira.

 

Por isso, decidimos tornar a Goiabeira algo permanente e convidar outros roteiristas e colegas a se juntarem a nós na nossa comunidade: um espaço focado no roteirista e dedicado ao desenvolvimento de histórias originais para o mercado audiovisual, que sabe que as melhores histórias são aquelas nas quais acreditamos.

Ale Alencar, 2024

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Casa da Goiabeira 2024

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